Testar discos: o que muda entre um HDD e um SSD

O que um benchmark mede num disco, por que um disco rígido fica atrás de um SSD, a diferença entre SATA e NVMe e o que fazer se um SSD rende pouco.

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Computador de secretária com caixa transparente ao lado de um monitor

Os discos são a peça onde a diferença entre tecnologias é maior, e um benchmark mostra isso muito bem. Ainda assim, ler os números de um disco exige cuidado, porque o tipo de teste conta tanto como o resultado. Este guia explica o que é medido e como interpretar os valores de um disco rígido e de um SSD.

O que o teste mede num disco

Um benchmark de discos costuma separar dois tipos de trabalho:

  • Leitura e escrita sequencial: ficheiros grandes lidos ou gravados de seguida, como copiar um vídeo.
  • Leitura e escrita aleatória de blocos pequenos: muitos ficheiros pequenos espalhados pelo disco, o que acontece ao abrir o Windows, programas e jogos.

Para a sensação de rapidez no dia a dia, os blocos pequenos aleatórios contam mais do que a velocidade sequencial. É aqui que a diferença entre um disco rígido e um SSD se nota mais.

Disco rígido (HDD)

Um disco rígido tem pratos a girar e uma cabeça que se move para ler os dados. Em ficheiros grandes e seguidos consegue velocidades aceitáveis. Em blocos pequenos espalhados, a cabeça passa a maior parte do tempo a mudar de posição, e o resultado cai muito.

No relatório, um disco rígido aparece quase sempre bem abaixo de qualquer SSD. Isso é normal e não indica avaria. O que interessa é comparar com outros discos do mesmo modelo. Se o seu fica muito atrás, veja:

  • se o disco está muito cheio ou muito fragmentado;
  • se aparece algum aviso de saúde num programa que leia os dados SMART;
  • se fez ruídos de cliques repetidos, sinal para fazer cópia de segurança sem demora.

SSD SATA e SSD NVMe

Os SSD não têm peças móveis, por isso os acessos aleatórios são muito mais rápidos. Há dois tipos comuns:

SSD SATA

Usam a mesma ligação dos discos rígidos e ficam limitados pela velocidade dessa interface. Num teste sequencial chegam todos a valores parecidos.

SSD NVMe

Ligam-se a uma ranhura M.2 através de PCI Express e conseguem velocidades sequenciais bastante superiores. Confirme no manual da placa-mãe a que geração de PCI Express está ligada cada ranhura M.2, porque uma ranhura mais antiga limita um SSD mais recente.

Quando um SSD fica abaixo do habitual

  • Pouco espaço livre: deixe uma parte do disco vazia para o controlador gerir as escritas.
  • Calor: alguns SSD NVMe reduzem a velocidade quando aquecem; um dissipador na ranhura M.2 ajuda.
  • Modo de ligação: na BIOS, o controlador SATA deve estar em modo AHCI.
  • Programas a usar o disco durante o teste, como sincronização na nuvem ou antivírus.

Vale a pena trocar?

Se o sistema ainda está instalado num disco rígido, passar o Windows para um SSD é normalmente a mudança que mais se nota no arranque e na abertura de programas. O disco rígido pode continuar como armazenamento para fotografias e vídeos. Entre um SSD SATA e um NVMe, a diferença no uso comum é menor e nota-se sobretudo em cópias de ficheiros grandes.

Para onde ir a seguir

Antes de testar discos, feche o que está a usar o armazenamento; veja os programas em segundo plano que baixam a pontuação. O teste do UserBenchmark inclui todos os discos ligados ao computador.